sexta-feira, 21 de março de 2025
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
Terrorismo – Perdão é a solução
Terrorismo – Perdão é a
solução
Pelo espírito John
Denver (1943-1997)¹
Nos
tempos atuais, uma das maiores questões que aflige a humanidade é como dar fim
ao terrorismo, esse câncer que corrói o tecido social. Infinitos debates são
travados na tentativa de compreender e enfrentar esse inimigo sem rosto, sem
pátria, sem endereço, que não tem amor nem à própria vida. O fanatismo
religioso ou ideológico frequentemente supera o instinto básico de
sobrevivência.
O
mais triste é que o ciclo de ódio e violência parece interminável, alimentando
uma sequência trágica de destruição, onde inocentes são sacrificados, sem
qualquer avanço significativo.
Nesse
cenário sombrio, há uma solução simples e poderosa, mas pouco explorada: o
Evangelho de Jesus Cristo. Curiosamente, as grandes nações ocidentais,
predominantemente cristãs, parecem esquecer que a resposta para o fim das
hostilidades está escrita há quase dois mil anos, num livro que muitos mantêm
em seus lares e templos. As palavras de Cristo não foram dadas para serem meras
teorias religiosas, mas diretrizes práticas para o cotidiano. Somos chamados a
viver nossa fé, testando o que Ele nos ensinou: "Amai os vossos inimigos,
fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e
caluniam. Porque se só amais quem vos ama, que recompensa tereis?" Cristo
nos orienta a retribuir o mal com o bem — a perdoar.
Para
apagar o fogo do ódio, apenas o amor tem poder. O amor é tão intenso quanto o
ódio, mas transforma ao invés de destruir. E todos, cristãos ou não, são
sensíveis ao amor.
Os
Estados Unidos, um país de profunda tradição democrática e cristã, têm tomado
medidas enérgicas com o apoio de seu povo. Porém, por mais religiosas que sejam
suas raízes, os ensinamentos de Cristo foram, muitas vezes, deixados de lado em
meio às estratégias de combate ao terrorismo. Talvez seja hora de mudar essa
abordagem: substituirmos o orgulho pela compaixão e o ódio pelo amor de Cristo
em nossas ações. Devemos enxergar os terroristas como seres humanos
manipulados, vítimas de líderes religiosos que semeiam o ódio em seus corações,
condicionados a matar ou morrer em nome de um fanatismo que distorce a verdade.
Eles merecem nossa compaixão, não nosso desprezo.
Uma
solução ainda não testada, mas de enorme potencial, seria oferecer a esses
povos o oposto da violência: apoio econômico e social. Assim como foi feito com
o Japão e a Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, poderíamos combater o
terrorismo levando benefícios que erradiquem a fome, a doença e a miséria. Em
vez de retaliar, poderíamos enviar médicos, professores, remédios e
infraestrutura — ferramentas que constroem, em vez de destruir.
Uma
ação inesperada de compaixão e reconstrução enfraqueceria as bases do
terrorismo. Aqueles que patrocinam o terror perderiam argumentos, e os próprios
povos que sustentam essas ideologias perceberiam que o verdadeiro caminho para
a paz não está no ódio, mas na vida digna e na evolução humana. Não se trata de
mudar a religião ou a cultura desses povos, mas de aplicar a regra de ouro
ensinada por Jesus: "Fazei aos outros o que gostaríeis que vos
fizessem." Esse gesto demonstraria que os países ocidentais, frequentemente
vistos como exploradores, podem ser, na verdade, instrumentos de paz, justiça e
progresso.
Como
dizia São Francisco de Assis: para as trevas, luz; para o ódio, amor; para o
orgulho, humildade; para a vingança, perdão.
Já
que todas as tentativas conhecidas de conter o terrorismo fracassaram, por que
não experimentar a simplicidade do ensinamento cristão? Muito mais econômico
que as infindáveis despesas com armamentos, o amor é a verdadeira chave para a
paz.
Se
as nações que se consideram cristãs seguissem de fato os ensinamentos de Jesus,
tanto nas palavras quanto nas ações, o mundo seria hoje um lugar bem mais
próximo de um paraíso. Que possamos vibrar para que o povo cristão realmente
honre o nome e o exemplo de Jesus Cristo. Vibremos todos!
¹Este
texto foi psicografado em 2007 na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba-MG.
Terrorism – Forgiveness is the Solution
Terrorism
– Forgiveness is the Solution
By the spirit of John Denver (1943-1997). This text was
channeled in 2007 at the Christian Spiritist Communion in Uberaba, Minas Gerais
– Brazil.
In current times, one of the greatest questions
troubling humanity is how to end terrorism, this cancer that corrodes the
social fabric. Countless debates are held in an attempt to understand and face
this enemy without a face, without a country, without an address, who has no
love even for his own life. Religious or ideological fanaticism often surpasses
the basic instinct for survival.
The saddest part is that the cycle of hatred and
violence seems endless, fueling a tragic sequence of destruction, where
innocents are sacrificed without any meaningful progress.
In this grim scenario, there is a simple and
powerful solution, yet one that remains largely unexplored: the Gospel of Jesus
Christ. Curiously, the great Western nations, predominantly Christian, seem to
forget that the answer to ending hostilities has been written for nearly two
thousand years in a book many keep in their homes and temples. Christ’s
teachings were not meant to remain mere religious theory, but practical
guidelines for daily life. We are called to live our faith, testing what He
taught us: “Love your enemies, do good to those who hate you, and pray for
those who persecute and slander you. For if you only love those who love you,
what reward will you get?” Christ instructs us to repay evil with good — to
forgive.
To extinguish the fire of hatred, only love has the
power. Love is as intense as hate, but it transforms instead of destroying. And
everyone, Christian or not, is sensitive to love.
The United States, a country with deep democratic
and Christian traditions, has taken vigorous measures with the support of its
people. Yet, as religious as its roots may be, Christ’s teachings have often
been left aside in strategies to combat terrorism. Perhaps it’s time to change
this approach: to replace pride with compassion and hatred with the love of
Christ in our actions. We must see terrorists as human beings manipulated by
religious leaders who sow hatred in their hearts, conditioned to kill or die in
the name of a fanaticism that distorts the truth. They deserve our compassion,
not our contempt.
A solution that has yet to be tested, but one with
immense potential, would be to offer these people the opposite of violence:
economic and social support. Just as was done with Japan and Germany after
World War II, we could fight terrorism by providing benefits that eradicate
hunger, disease, and poverty. Instead of retaliating, we could send doctors,
teachers, medicines, and infrastructure — tools that build rather than destroy.
An unexpected act of compassion and reconstruction
would weaken the foundations of terrorism. Those who sponsor terror would lose
their arguments, and the very people who sustain these ideologies would realize
that the true path to peace lies not in hatred, but in dignified living and
human evolution. It’s not about changing the religion or culture of these
people, but about applying the golden rule taught by Jesus: “Do unto others as
you would have them do unto you.” This gesture would demonstrate that Western
nations, often seen as exploiters, can indeed be instruments of peace, justice,
and progress.
As St. Francis of Assisi said: for darkness, light;
for hatred, love; for pride, humility; for vengeance, forgiveness.
Since all known methods to contain terrorism have
failed, why not try the simplicity of Christ’s teachings? Far more economical
than the endless expenditures on weapons, love is the true key to peace.
If the nations that call themselves Christian truly
followed the teachings of Jesus, both in words and actions, the world would be
a place much closer to paradise today. Let us vibrate so that the Christian
people may truly honor the name and example of Jesus Christ. Let us all
vibrate!