terça-feira, 14 de novembro de 2017

VAMPIRISMO ENERGÉTICO: 9 DICAS IMPORTANTES PARA SUA PROTEÇÃO | Fernando ...



9 DICAS PARA SE PROTEGER DO VAMPIRISMO ENERGÉTICO
(Autoria de Eliana Barbosa)*
Você já percebeu que existem certas pessoas de seu convívio que parecem sugar todas as suas energias? Elas se aproximam cheias de elogios, bajulações e conquistam sua confiança. Depois, só aparecem para reclamar, falar mal dos outros e exigir sua atenção e soluções para os problemas delas. E o pior é o quanto deixam o ambiente carregado…
E aí você se sente acuado, sem forças para dizer “não” quando é preciso, e vai se desgastando cada vez mais, atendendo às exigências desses “vampiros energéticos”.
Como fazer, então, para se proteger desse assédio?
1-Seja mais criterioso na escolha de suas amizades e relacionamentos afetivos.
2-Cuidado com pessoas que seduzem pela adulação.
3-Tenha cautela com o comportamento vaidoso de querer resolver tudo para todos – é assim que você abre as portas de sua vida para um sugador de energia.
4-Aprenda a dizer “não” sem se sentir culpado por isso. Um “não” para as pessoas folgadas e abusadoras pode lhe poupar muitos aborrecimentos no futuro.
5-Para se preservar, procure se afastar dessas pessoas egoístas que nunca irão valorizá-lo.
6-Caso esses sugadores de energias façam parte do seu dia-a-dia, procure se impor, não dando atenção às críticas, maledicência e reclamações. Quando eles começarem com essas ladainhas, arrume uma desculpa e saia de perto.
7-Isso não é egoísmo e sim, autoamor, porque se você não se cuidar, acabará esgotado com tanta conversa fiada e cobranças descabidas.
8-Entenda que você jamais conseguirá mudar a natureza dos outros, então, mude você de postura tornando-se mais vigilante em relação aos seus pensamentos, às suas amizades e conversas.
9-Finalizando, proteja-se espiritual e energeticamente com orações diárias, rogando por você e por essas pessoas que ainda precisam da energia alheia para se sentirem vivas.
Pense nisso com carinho!!! Você merece uma vida mais tranquila e serena!!!
(*) Eliana Barbosa é life coach, psicoterapeuta, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional e internacional, autora de vários livros no campo do autodesenvolvimento, apresentadora de programas em TV e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais no Brasil e nos Estados Unidos.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

FÉ: PODE CURAR SUA VIDA

A fé pode ser uma poderosa "ferramenta" terapêutica de grande importância para medicina. Independente de religião, a fé é uma competência que você pode aprimorar.
O escritor e psicoterapeuta Fernando Vieira Filho (1) é entrevistado pela jornalista Adriana Afonso no MGTV 2ª Edição (TV Integração afiliada Rede Globo.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

PALESTRA ESPÍRITA - PLANTAR E COLHER - CAUSA E EFEITO

Tudo o que se planta, a gente colhe??? Esta é uma pergunta cujas respostas se divergem…Por isso temos que ter cuidado com nossas atitudes, com o que falamos, com o que escrevemos e até com o que postamos nas redes sociais. Tudo o que expressamos é um plantio, que inexoravelmente vamos colher mais adiante. É a lei de causa e efeito.
Palestra feita no Grupo Espírita Irmã Lurdinha - Plantar e Colher - com gravação e edição de André Santos.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

RELIGIÃO VERSUS ESPIRITUALIDADE

Espiritualidade e religião se complementam, mas não se confundem.  As religiões apresentam um conjunto de regras, crenças e proibições, enquanto a espiritualidade é livre e criativa. Qual é mais importante para o homem?



domingo, 9 de abril de 2017

10 DICAS PARA CONVIVER BEM NAS REDES SOCIAIS


Por André Luiz. (1)

1. Cultive brevidade e precisão, em suas postagens sem cair na secura.

2. Uma postagem é um retrato espiritual de quem a escreve.

3. Cuidemos de uma escrita bem feita, porquanto não nos será licito transformar os amigos em decifradores de hieróglifos.

4. Evite a todo custo digitar mensagens em momentos de crise ou de excitação mental.

5. Sempre que possível, as nossas postagens devem ser mensageiras de paz e otimismo, esperança e alegria.

6. Digite construindo.

7. Uma mensagem que saia de seus dedos é você conversando.

8. Qualquer assunto deve ser tratado  com altura e benevolência.

9. Quando você não possa digitar boas referências, em relação à determinada pessoa, vale mais silenciar quanto a ela.

10. Somos responsáveis pelas imagens que criamos na mente dos outros, não apenas através de que falamos,  mas igualmente através de tudo aquilo que digitamos e espalhamos na internet.

(1) Uma adaptação do capítulo 40 do livro - Sinal Verde - de André Luiz - psicografado por Chico Xavier.

domingo, 12 de março de 2017

VICIAÇÃO ALCOÓLICA


Estudo organizado por Ana Gaspar - Bibliografia: Problemas Atuais- Alcoolismo e suas conseqüência, Centro Espírita Nosso Lar Casas André LuizApós a Tempestade - Joanna de Ângelis / Divaldo P.Franco.
Conceito etimológico -

A palavra álcool é de origem árabe: al e cohol que significam sutil
As bebidas têm origem remota. Todas as civilizações e povos antigos como tártaros, egípcios, chineses, gregos, romanos, etc, sabiam como fabricar bebidas alcoólicas. 
Eram feitas com as mais diferentes substâncias como frutas, folhas e cereais fermentados ou destilados. A cerveja, que é uma bebida fermentada, já era conhecida na Babilônia, 5.000 anos a.C. e na China era feita de arroz.

Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS:"alcoólatras são bebedores excessivos cuja dependência ao álcool chega ao ponto deles apresentarem perturbação mental evidentemente, manifestações afetando sua saúde física e mental, suas relações individuais, comportamento social e econômico ou pródromos de perturbações destes gêneros e que por isto necessitam de tratamento."

Nem todo alcoólatra sofre de alcoolismo, mas está no caminho certo para chegar lá. Depende da tendência, da estrutura psíquica e orgânica de cada um. 

A O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) realizando um estudo profundo sobre o alcoolismo considera-o um problema
de saúde pública e apresenta uma classificação dos bebedores em: moderados, sóbrios, sociais, agudos e
crônicos. 

As complicações físicas se apresentam mais acentuadamente nos agudos e crônicos, o que ocorre é que muitas vezes os moderados e os sombrios aumentam aos poucos as doses passando para bebedores inveterados e irrefreáveis.

MotivosSão diversos os motivos pelos quais a pessoa ingere álcool: para evitar e melhorar uma dor, por causa de uma preocupação qualquer, de um desajuste em casa ou no trabalho, por um sentimento de inferioridade. 
De um modo geral, podemos classificar os motivos da seguinte forma: pessoais, culturais, sociais e religiosos.

Pessoais – por qualquer problema que cause aborrecimento, a pessoa bebe.

Culturais - a produção, a industrialização e a propaganda consolidaram costumes que se incorporam na cultura, tornando um estilo de vida. Tanto o rico quanto o pobre a utilizam e
tem o hábito de oferecer a visitas um aperitivo.

Sociais – quando por elegância, em reuniões sociais aceita-se bebida, pois do contrário, não tomar nada seria ofensivo.

Religiosos – quando a pessoa bebe, julgando prestar uma homenagem à divindade. A bebida alcoólica é utilizada pelas religiões primitivas e dogmáticas.

Ação do álcool no organismo humano:
O álcool exerce uma ação terrível em todo o organismo, como: sangue, coração, cérebro, aparelho digestivo
(boca, faringe, esôfago, garganta, estômago, intestinos, fígado e pâncreas), aparelho respiratório (laringe, brônquios, pulmões), órgãos dos sentidos como vista e ouvidos, órgãos secretores da urina, os rins.
O sangue nutre o corpo. Leva, através dos vasos sanguíneos, para os tecidos os elementos necessários à sua reconstituição. No sangue há bilhões de glóbulos vermelhos. O álcool altera esses glóbulos e o sangue nutre mal ou deixa de nutrir os tecidos dos pulmões, do coração, do cérebro, etc. 
O cérebro é o órgão que recebe mais sangue e por isto mesmo é nele que o álcool é mais nocivo. As moléstias produzidas pelo álcool no cérebro são: hemorragia e amolecimento cerebral, alienação mental e loucura.

Conseqüências Espirituais do vício:

Vício: Defeito Moral.

Kardec na questão 265 do O livro dos Espíritos coloca: 
"Se alguns Espíritos escolhem o contato com o vício, como prova, há os que o escolhem por simpatias e pelo desejo de viver
num meio adequado aos seus gostos, ou para poderem entregar-se livremente as suas inclinações materiais?" E a resposta é incisiva: "Há por certo, mas só entre aqueles cujo senso moral é ainda pouco desenvolvido; a prova decorre disso e
eles a sofrem por tempo mais longo. Cedo ou tarde compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem para eles conseqüências deploráveis, que terão de sofrer durante um tempo que lhes parecerá eterno."

André Luiz no livro Nos Domínios da Mediunidade, cap. 15, mostra o frequentador de bares que ao sair totalmente embriagado, não está sozinho, junto a ele, num processo de simbiose uma entidade das sombras que se justapunha ao outro exibindo as mesmas perturbações.

Explica que é "vampirismo espiritual", ou seja, ação dos espíritos inferiores desencarnados que viciosos imantam-se às suas vítimas, absorvendo-lhes fluidos vitais. Com o tempo destroem as células perispirituais que criará grandes problemas de saúde numa próxima reencarnação. 
O retorno num novo corpo será doloroso com moléstias muito graves, doenças mentais- hidrocefalias- paralisias – cegueiras – idiotismo e vários tipos de câncer.

Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade diz, 
" ...a vinculação alcoólica, por exemplo, escraviza a mente desarmonizando-a e envenena o corpo deteriorando- o, tem início através do aperitivo inocente, que logo se converte em dominações absoluta. 
A pretexto de comemorações, festas, decisões não te comprometas com o vício, na suposição de que dele te libertarás quando queiras, pois que se os viciados
pudessem querer não estariam sob essa violenta dominação".

http://obsessaoepsicopatologias.blogspot.com.br/

http://www.curadossentimentos.com.br/

OBSESSÃO E AS PSICOPATOLOGIAS: ODIODEPENDÊNCIA: VÍCIO EM ÓDIO

OBSESSÃO E AS PSICOPATOLOGIAS: ODIODEPENDÊNCIA: VÍCIO EM ÓDIO: Fernando Vieira Filho*       O homem, de forma geral, combate à droga por ser nociva à saúde física e mental. Pois bem: vou colocar ...

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

QUANDO O ÓDIO SE TORNA UM VÍCIO - A ODIODEPENDÊNCIA


O ódio vicia? O que é a "odiodependência"? Assim como a droga, o ódio também vicia, causa a dependência psicológica que é caracterizada por um estado mental da necessidade de ressentir sensações de decepção.
O perdão é o tratamento de excelência. Precisa ser desmistificado e ser encarado como uma poderosa "ferramenta" terapêutica.

domingo, 9 de outubro de 2016

Síndrome do Pânico - Quando o Medo é a Dor Maior





O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. As crises de pânico são intensas, repentinas e inesperadas que provocam nas pessoas sensação de mal estar físico e mental, juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontram, seja indo para um pronto socorro, seja buscando ajuda de quem está próximo. 
A reação de pânico é uma reação normal quando existe uma situação que favoreça seu surgimento - estar num local fechado onde começa um incêndio, estar afogando-se ou em qualquer situação com eminente perigo de morte. Nas situações em que a própria vida está ameaçada, o organismo toma medidas que normalmente não tomaria, perdendo o medo de pequenos perigos para livrar-se de um perigo maior. Para fugir de um leão podemos subir numa árvore mesmo tendo medo de altura ou fazendo esforços incomuns, sofrendo pequenos ferimentos que no momento não são percebidos. O estado de pânico é, portanto uma reação absolutamente normal e necessária para a autopreservação. Aqueles que fogem mais rapidamente do perigo de morte têm mais chances de sobreviver. Desta forma é feita a seleção natural em nosso planeta. 
O pânico passa a ser identificado como patológico e por isso ganha o título de transtorno do pânico quando essa mesma reação acontece sem motivo, espontaneamente. 
Diagnóstico 
O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos, não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. Assim sendo, estão aqui apresentados os critérios usados para fazer este diagnóstico:
a) Existência de vários ataques, no período de semanas ou meses. 
b) Dentre vários sintomas, pelo menos quatro dos seguintes devem estar presentes: 
1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável (o coração parece que quer sair pela boca) 
2- Suor abundante difuso ou localizado (mãos ou pés) 
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo 
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar 
5- Sensação de desmaio iminente 
6- Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco) 
7- Náusea ou desconforto abdominal 
8- Tonteiras, sensação de estar com a cabeça leve ou vazia 
9- Despersonalização* ou desrealização** - Essas duas sensações ocorrem em aproximadamente 70% da população geral, não significando como ocorrência isolada uma manifestação da doença. 
*A despersonalização é uma sensação comum nos estados ansiosos que pode surgir mesmo fora dos ataques de pânico. Caracteriza-se por dar a pessoa uma sensação de não ser ela mesma, como se estivesse saindo de dentro do próprio corpo e observando a si mesmo. 
**A desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes, como se fosse um sonho ou houvesse uma nuvem (a pessoa fica “aérea”). 
10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo 
11- Medo de morrer 
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo 
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo 
c) Há substâncias que podem gerar reações de pânico, como os estimulantes. Quando o pânico ocorre sob esse efeito não se pode dar este diagnóstico assim como também não pode ser dado em decorrência de outros estados ansiosos anteriores como um ataque de pânico secundário a uma exposição forçada de um fóbico social por exemplo. 

Prováveis causas 
As causas dos ataques de pânico são desconhecidas, contudo, cada um dos pensamentos teóricos vigentes possui suas próprias teorias: 
Teoria Neuroanatômica: 
Baseando no princípio de que o ataque de pânico é uma perturbação do sistema fisiológico que regula as crises normais de medo e ansiedade, cientistas elaboraram hipóteses do fluxo de acontecimentos no cérebro dos pacientes com pânico. A reação de pânico começa no locus ceruleus (LC) porque sua estimulação produz quase todas as reações fisiológicas e autonômicas do pânico. O LC por outro lado se conecta ao nervo vago que se estende a regiões do tórax e abdômen, podendo explicar a origem do mal estar abdominal, sensação de sufocação e taquicardia tão frequentes nas crises de pânico. A ponte, onde está localizado o LC, possui amplas conexões com o sistema límbico, logo acima, e é neste sistema onde se localizam as reações de medo e ansiedade. A ponte é também caracterizada por estar fora da área onde se pode exercer influência voluntária como no córtex, isto poderia explicar a origem inesperada e incontrolável das crises. 
Teoria Comportamental: 
Para o modelo comportamental a teoria neuroanatômica é insuficiente. Vários princípios comportamentais estão envolvidos no desenvolvimento do pânico: o condicionamento clássico, o princípio do medo do medo, a teoria da interpretação catastrófica e a sensibilidade à ansiedade. No princípio do condicionamento clássico, o paciente desenvolve o medo a partir de um determinado estímulo e sempre que exposto a esse estímulo, a recordação de medo é evocada fazendo com que a pessoa associe a ideia do medo ao local onde se encontra. Por exemplo, ao passar num túnel, caso sinta-se mal por qualquer motivo, passa a relacionar o túnel ao mal estar e gerando equivocadamente nova reação de ansiedade que passa a ser reforçada pelo alívio da saída do túnel. Este modelo não pode explicar todas as crises de pânico, nem é pretensão do pensamento comportamental explicar tudo a partir de uma só teoria comportamental. 
Teoria Psicanalítica: 
A teoria psicanalítica afirma que as crises de pânico se originam do escape de processos mentais inconscientes até então reprimidos. Quando existe no inconsciente um processo como uma ideia, ou um desejo, ou uma emoção com o qual o indivíduo não consegue lidar, as estruturas mentais trabalham de forma a manter esse processo fora da consciência do indivíduo. Contudo quando o processo é muito forte ou quando os mecanismos de defesa enfraquecem, os processos reprimidos podem surgir "desautorizadamente" na consciência do indivíduo pela crise de pânico. A mente, nesse caso, trabalha no sentido de mascarar a crise de tal forma que o indivíduo continue sem perceber conscientemente o que de fato está acontecendo consigo. Por exemplo, o indivíduo tem uma atração física por uma pessoa com quem não pode estabelecer contato, neste caso a própria irmã. Este desejo, então, fica reprimido porque a real manifestação dele causaria intensa repulsa, raiva ou nojo de si próprio. Para que esses sentimentos negativos permaneçam longe da consciência, a estrutura mental do indivíduo mantém o desejo reprimido. Caso esse desejo surja, apesar do esforço por reprimir, o aparato mental transforma o desejo noutra imagem, podendo esta ser uma crise de pânico. Uma vez que o equilíbrio mental foi ameaçado, o funcionamento mental inconsciente transforma o conteúdo da repressão numa crise de pânico. 
Minha opinião pessoal, baseada na Doutrina Espírita: 
Como seguidor da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, acredito que o transtorno do pânico pode também ser causado pela obsessão (ação de entidade espiritual sobre uma pessoa viva). Cito aqui, um caso, em que o paciente em outra encarnação havia prejudicado uma pessoa que, agora, desencarnada, se aproximou dele para acertar contas. A presença da culpa, de forma inconsciente, instalou uma “tomada” psíquica no paciente (o devedor), que lhe permitiu se conectar ao seu desafeto (espírito perseguidor), surgindo um intercâmbio psíquico dos envolvidos na mesma trama infeliz. Assim, sem nenhum atendimento em nível espiritual, instalou-se o transtorno psíquico do paciente, e, lentamente, ele foi sendo dominado pela força do agente agressor desencarnado, que se lhe assenhoreou a casa mental, de forma permanente, levando-o à loucura irremediável. 
Grupos de Risco 
Aproximadamente 1,5 a 2% das pessoas são afetada por esse transtorno, o que significa uma prevalência alta, sendo ainda mais alto, de 3 a 4% se os critérios para diagnóstico não forem inteiramente preenchidos, ou melhor, se considerarmos as crises parciais e os quadros de ataques de ansiedade atípicos. As mulheres são mais afetadas do que os homens, sendo aproximadamente o dobro a incidência do transtorno do pânico sobre as mulheres em relação aos homens. A idade de início concentra-se em torno dos trinta anos, podendo começar durante a infância ou na velhice. A mulher de 30 anos é o grupo sobre o qual se observa maior incidência desse transtorno. 
Duração 
O curso do pânico é imprevisível, tanto podem durar alguns meses como pode durar vários anos. Desde que o pânico começou a ser estudado, há poucas décadas, ainda não foi possível se verificar em que percentagem ele dura a vida toda. Os estudos de longo seguimento chegam a perto de uma década e aproximadamente 10% dos pacientes continua sintomático após esse período, ou seja, continua tendo ataques de pânico quando as medicações são suspensas. É importante notar que o tratamento não cura o pânico, apenas suprime os sintomas e permite o paciente ter uma vida normal, mas a suspensão do tratamento leva a uma recaída, caso não tenha ocorrido uma remissão espontânea do transtorno. O tratamento, mesmo quando bem conduzido, não traz garantia de cura, ou os sintomas remitem sozinhos ou permanece a necessidade de utilização das medicações. Há relatos de casos de remissão espontânea durante a gestação. A meu ver, dentro da visão espírita, essa remissão que ocorre durante a gravidez é justamente pelo fato de que o obsessor que causava o pânico pode ser o bebê que está se preparando para a reencarnação. 
Medicação (Necessário) 
O tratamento médico mais recomendado para o bloqueio das crises são os psicofármacos. Os antidepressivos de todos os grupos e os tranquilizantes são eficazes no controle das crises. Atualmente, mediante a disponibilidade de vários psicofármacos, dificilmente um paciente não melhora com alguma medicação. Todos os grupos de antidepressivos testados mostraram-se eficazes, os tricíclicos e tetracíclicos, os inibidores da recaptação da serotonina e os inibidores da MAO. Apesar de todos os grupos terem sido testados com sucesso, nem todas as medicações de cada grupo foram cientificamente testadas, presume-se apenas que sejam eficazes. Assim, também os tranquilizantes benzodiazepínicos foram testados e, dependendo da dose, todos obtiveram sucesso. A decisão quanto à escolha da medicação deve obedecer a critérios básicos como: outras doenças presentes no paciente, portadores de glaucoma não podem tomar tricíclicos, interações com outras medicações já em uso, história de reação indesejável a determinadas medicações em escolha, características individuais (por exemplo, os pacientes obesos devem optar preferencialmente pelos inibidores da recaptação da serotonina, os pacientes muito magros por tricíclicos). Pessoas com problemas sexuais devem evitar os inibidores da recaptação da serotonina. Por fim, como há entre essas medicações marcante diferença de preços, é válido considerar isso como critério de escolha desde que não seja feita em detrimento do bem estar do paciente.
Quanto à estratégia de uso das medicações, é recomendável que os antidepressivos sejam evitados isoladamente no início do tratamento. Como essas medicações só passam a bloquear as crises após duas semanas em média, e provocam uma piora do pânico no começo, é preferível que nesta fase seja dado junto ao antidepressivo, um tranquilizante, que tanto poderá ser suspenso depois, como continuar sozinho em monoterapia. Os tranquilizantes de escolha são os de alta potência, embora os de baixa potência possam ser usados em doses mais elevadas. 
Terapias
A terapia cognitivo-comportamental pode ser indicada para o tratamento do pânico, contudo as medicações são mais rápidas no bloqueio das crises (colocam a “casa interna” em ordem). 
Junto ao tratamento médico e psicoterápico, podem ser utilizados remédios florais de Bach e homeopáticos, como apoio. 
Sabendo da forte influência espiritual atuando neste tipo de transtorno, recomendo ao paciente e à sua família que procurem desenvolver a religiosidade, seja a denominação que for dentro de instituições sérias e tradicionais. Se o paciente for espírita, recomendo que vá ao Centro Espírita, procurando tomar passes várias vezes na semana, participar de trabalhos de desobsessão, e procurar se engajar em trabalhos voluntários em sua comunidade civil ou religiosa. 
Enfim, exercitar a caridade em todos seus aspectos (material e moral). 
Consequências 
Frequentemente encontramos entre os pacientes com pânico certas reações distintas do próprio pânico, mas oriundas dele. A mais comum é a agorafobia. A ansiedade antecipatória é uma ocorrência comum em outros transtornos de ansiedade, trata-se simplesmente da preocupação excessiva que antecede os eventos, às vezes por alguns dias. A pessoa não sabe viver o “aqui e agora”. Como o paciente com pânico nunca sabe quando sofrerá nova crise está sempre apreensivo, quando relaciona à crise a determinado local ou situação passa a ter ansiedade referentes a ele. A evitação é o comportamento decorrente da atribuição do local à sua crise; por exemplo: quem tem medo de ter crises em túneis dá voltas maiores para evitá-lo. Por fim, a hipocondria é uma manifestação frequente no transtorno do pânico, apesar de encontrarmos poucas referências nos livros a esse respeito, na prática é uma relação bastante comum. Como as crises são fortes e muitas vezes associadas a mal estar cardíaco, os pacientes acreditam que sofrem algum mal cardiológico e por isso são encontrados nos consultórios e laboratórios de exames cardíacos, além das emergências gerais quando julgam estarem tendo um ataque cardíaco. A ligação entre o pânico e doenças cardíacas é nula conforme diversos estudos mostraram, ou seja, não existem evidências de que os ataques de pânico com forte dores no peito venham a provocar qualquer tipo de doença cardíaca, nem as doenças cardíacas por outro lado podem causar pânico. 
A família 
Frequentemente os doentes com pânico sofrem muito duas vezes, a primeira por causa dos ataques e suas consequências, e a segunda por causa da incompreensão de que são vítimas. Em meus atendimentos, ouço de meus clientes que seus filhos, pais, cônjuges os criticam por causa das crises, dizendo que são besteiras psicológicas, entre outras coisas. Em verdade, a primeira coisa que os familiares têm que fazer é compreender, aceitar e apoiar os doentes. O transtorno do pânico é uma doença como outra qualquer, a pessoa não quer tê-la, nem pode evitá-la. 
Aqui estão algumas recomendações às pessoas que convivem com quem tem o transtorno do pânico: 
Evite dizer: 
"Relaxe, acalme-se..."
"Você pode lutar contra isso..."
"Não seja boba (o)!"
"Não seja covarde!”, Etc.
Recomendações aos familiares de pacientes com transtorno do pânico: 
Não faça suposições a respeito do que a pessoa com pânico precisa, pergunte a ela;
Seja previsível, evite surpresas;
Proporcione a quem sofre de pânico a paz necessária para se recuperar;
Procure ser otimista para com quem tem pânico, procure aspectos positivos nos problemas;
Não sacrifique sua própria vida, pois acabará criando grandes ressentimentos e mágoas;
Não entre em pânico quando o doente tiver um ataque;
Seja paciente, aceite e respeite as dificuldades de quem tem pânico, mas não se conforme como se ela(e) fosse uma inválida(o).
Encaminhe o doente para atendimento e tratamento espirituais em instituições religiosas sérias e tradicionais, e o incentive à prática da caridade, de forma sistemática.

 (1) Fernando Vieira Filho – Psicoterapeuta clínico, palestrante e escritor.
Autor do livro CURE SUAS MÁGOAS E SEJA FELIZ! – 2ª Ed. - Barany Editora - 2012. E coautor do livro DIETA DOS SÍMBOLOS – 6ª Ed. - Melhoramentos - 2004.
É autor dos E-Books:                                                                                                                        PSICOFÁRMACOS - Uso e aplicações de forma simples e eficaz.                                            
 PSICOPATOLOGIA - Apresentada de forma simples e objetiva - Incluindo psicopatologias infantis.                                                                                                                                              SISTEMA DE TERAPIA FLORAL do Doutor Edward Bach (Portuguese Edition) – Amazon – 2013. E-book.

E-mail de contato: ffvfilho@terra.com.br

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