segunda-feira, 31 de março de 2014

Reflexões sobre a “Ingratidão dos filhos e os laços de família” com Dr. Elias Barbosa

Se formos observar, em toda a Obra Kardequiana as mensagens de Aurélio Agostinho se relacionam sempre com a família, porque Santo Agostinho passou por sérios problemas familiares durante sua vida.



Por Dr. Elias Barbosa (1)(2)



Em primeiro lugar com relação ao seu pai, Patrício. O pai de Santo Agostinho era um homem complicado, com uma vida um pouco desregrada e um tanto quanto livre. Patrício era funcionário na prefeitura de Tagaste - na época província romana, hoje é a atual Argélia - mas ele se interessava pelo filho, notava que Aurélio Agostinho era muito inteligente, e queria que ele fosse estudar, fazer um curso, como a maioria dos pais desejam para seus filhos.
Graças à generosidade de um amigo de grandes posses de seu pai, chamado Romaniano, Aurélio Agostinho foi enviado para a cidade de Cartago, também na África, para estudar retórica. Nesse meio tempo, Agostinho arranjou uma namorada com a qual teve um filho chamado Adeodato (que significa a presença de Deus), que ele assumiu prontamente. E isso é da mais alta importância, porque nos sabemos que dentro da Doutrina Espírita, espíritos como Emmanuel, André Luiz e outros que comunicaram através de Chico Xavier, sempre chamaram a atenção para o sexo responsável.
Agostinho, portanto, assumiu e cuidou do menino. Mas a mãe de Aurélio Agostinho - Monica, posteriormente, Santa Monica - tinha uma ligação muito grande com ele; não diríamos incestuosa, mas uma ligação que Freud explicou com certa clareza em seu Complexo de Édipo. Ela se preocupava com exagero e ficou completamente arrasada com aquela situação do filho.
Mônica pertencia à raça berbere, que até hoje existe no norte da África, de nômades, e ela,  mulher muito complicada, carregava certos costumes, como, por exemplo, levar comida para os familiares que haviam morrido colocando em suas sepulturas.  
Aurélio Agostinho procurou de todas as formas, fazer com que sua mãe mudasse seu comportamento apegado, suas atitudes, mas em vão. A única coisa solução que ele encontrou  foi se transferir para Roma – ele era professor de retórica nessa época. Mas para viajar ele teve que usar um artifício, uma mentira, que depois, com certeza, trouxe para ele um sentimento de culpa. Quando ia viajar para a capital do império, a mãe dele, um tanto quanto desconfiada, não desgrudava do filho e, o acompanhou até o porto. Aí então, Agostinho pediu à sua mãe que entrasse num templo que havia ali perto e fizesse uma oferenda e, disse a ela que iria até o navio ancorado levar uma “encomenda” para um amigo - era mentira. Na embarcação já estavam a sua mulher e o filho Adeodato, aguardando para partirem rumo a Roma. E naturalmente Agostinho não voltou. Ele deixou sua mãe “esperando” e seguiu viagem. Tempos depois, sua mãe, Mônica, também seguiu para Roma.
Em Roma, um grande amigo de Aurélio Agostinho, Alípio, queria que ele se casasse com uma garota de 12 anos, ele que já era um homem de 33 anos, e Agostinho falou ao amigo: “Eu não posso fazer isso, é um absurdo!”. E continuou com a namorada, mãe de seu filho, até que, certo dia, a senhora sua mãe chegou a Roma e exigiu que Aurélio mandasse sua mulher de volta para África e que não continuasse com aquele relacionamento de concubinato.
Veja, caro leitor, que relacionamento familiar é um assunto muito sério na vida de Santo Agostinho.
Há um livro de Aurélio Agostinho – “De Magistro” - em que o seu filho Adeodato participa do diálogo e, aí notamos que o garoto era de uma inteligência brilhante. Adeodato morreu com 16 anos de idade. Nesta época, Agostinho entrou numa depressão muito grave e, então, ele foi para um retiro campestre pensar em sua vida, encontrar um propósito para sua vida. Até que seu grande amigo Alípio sugeriu a ele que fosse para uma grande praça e lesse trechos das epístolas de Paulo e, assim ele fez. Abrindo a esmo a parte das epístolas, caiu no versículo Romanos 13:13, que diz: “Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja”.Enquanto ele lia, ouviu uma voz de criança, que ele não sabia se era uma menina ou um menino, que apenas disse: “Toma e lê”. Ele abriu o Evangelho e sentiu que a partir daquele momento precisava seguir o Cristo. Havia necessidade, realmente, de mudar o rumo de sua vida. Assim, Aurélio Agostinho  recebeu o amparo do bispo daquela localidade que propiciou meios e condições para ele estudar as Escrituras Sagradas e a vida dele prosseguiu, com sua mãe junto a ele, com seu amor doentio.
É bom saber disso para que pensemos na questão do apego (exagerado) que a maioria das mães tem pelos filhos. Sempre digo que a mãe não tem que se apegar aos filhos. A mãe tem que valorizar o marido e, deixar os filhos, para que eles sejam filhos do mundo. Tanto que há um médico italiano autor de um livro já traduzido para o português, em que ele cita o caso de outro médico que recebeu na condição de filho uma criança com severo retardo mental e, mesmo assim,  este médico agradeceu a Deus por ter tido aquele filho, porque ele sabia que o único filho que é realmente do papai e da mamãe é aquele que tem um retardamento mental ou outras doenças incapacitantes. Filhos saudáveis são filhos do mundo! Em minha opinião, isso é muito importante para tomarmos cuidado com a forma como falamos dos filhos, porque, nós pais, temos a mania de dizer: “Meu filho, minha filha” e na verdade deveríamos falar: “Meu irmão, minha irmã” - que estão na condição atual de filho e filha. Somos todos filhos de Deus. A nossa mania de dizer “o meu isso, o meu aquilo” ocorre porque temos a tendência do amor possessivo.
O psicanalista alemão Erich Fromm nos mostra em seu livro a “Arte de Amar” que o amor possessivo é um amor infantil, imaturo, e este amor apenas prejudica as pessoas. O amor verdadeiro, maduro, deixa a pessoa amada livre para que possa seguir seu caminho. É libertador.
Mas voltando a Aurélio Agostinho, quando sua mãe faleceu em Roma, houve com ele um fenômeno mediúnico: ele viu o espírito da mãe e novamente entrou numa fase de depressão por causa desta situação.  Observe, caro leitor, que Aurélio Agostinho precisava realmente escrever sobre a família porque ele viveu situações familiares um tanto quanto complicadas.
Agostinho foi contemporâneo de São Jerônimo – tradutor da Bíblia do grego para o latim - e ele, seguindo as ideias deste santo, passou a combater o sexo. Aurélio Agostinho tinha um bloqueio nesta área por causa de sua mãe, que, de forma inconsciente causou nele o que a psicanálise chama de “castração psicológica”. Assim, muito preocupado, passou a partir desta época a combater o sexo e chegou até a dizer: “O sexo está entre fezes e urina”, sendo que, como todos sabem, é através do sexo que o processo da reencarnação se processa.
Conhecendo melhor a vida de Santo Agostinho, é muito importante nos lembrarmos daquilo que ele diz sobre a ingratidão: “Quando eu sinto que uma pessoa agiu com ingratidão a meu respeito é porque o que eu fiz para aquela pessoa foi por orgulho, por interesse. Se faço alguma coisa a alguém com desprendimento eu jamais vou sentir ou achar que aquela pessoa é ingrata, ela naturalmente não me agradeceu, mas eu não estou preso à necessidade de agradecimento”.
Portanto, meus irmãos, o item do Capítulo 14 do Evangelho Segundo o Espiritismo intitulado “A ingratidão dos filhos e os laços de família”, escrito por Santo Agostinho, em Paris, 1862,  vem mostrar que os filhos são espíritos que vem ao nosso encontro para acerto de contas - a grande maioria -, e outros para nos auxiliarem, nos darem forças, para que possamos prosseguir em nossa jornada, vencer aqueles obstáculos, superar aquelas dificuldades que nós não vencemos em vidas passadas.
Por conseguinte, nós, espíritas, precisamos estudar a Doutrina Espírita para entendermos  essa mecânica da ligação do filho com a mãe e da ligação da filha com o pai, e compreendermos que o Complexo de Édipo, estudado por Sigmund Freud, pode ser explicado à luz da Doutrina Espírita, que dá explicação para tudo. No livro "Obreiros da Vida Eterna”, de André Luiz, através de Chico Xavier, nas páginas 32 a 34, há uma palestra no Nosso Lar do Dr. Barcellos, psiquiatra desencarnado, para várias pessoas, dentre elas André Luiz. E o Dr. Barcellos afirma que: “O que falta a Freud e seus seguidores é a noção dos princípios reencarnacionistas...”
Assim, lembremos que é preciso estudar a Doutrina Espírita todos os dias, imitar o nosso Chico Xavier que lia Allan Kardec diariamente. Devemos também ler e percorrer os livros recebidos por Chico Xavier e reler os livros não só de Emmanuel e André Luiz, mas também os livros dos poetas – “Antologia dos Imortais”, “O Parnaso de Além-Túmulo” etc.
Mas por que os poetas? Porque na poesia a comunicação é direta do inconsciente do poeta  para o inconsciente do leitor. Isso explica a dificuldade das pessoas em ler poesias, pois elas podem ter medo de que o poeta leve até elas alguma coisa que seu inconsciente teme  aceitar. Por exemplo, quando lemos as poesias de Cornélio Pires, aqueles personagens dele, na verdade, somos nós, ele usa aqueles nomes caipiras e roceiros, situações engraçadas e pitorescas para mostrar nossa realidade que, muitas vezes, não queremos ver.
Portanto agradeçamos a Deus poder estudar a Doutrina Espírita e peçamos a Ele para que continuemos firmes na prática do bem tanto quanto possível, sempre nos identificando com o Cristo em Espírito e Verdade! 

(1)     Dr. Elias Barbosa é médico psiquiatra, professor e escritor espírita, nascido em 1934 e desencarnado em 2011.
(2)     Esse trecho foi transcrito por Fernando Vieira Filho (genro), de uma palestra realizada por Dr. Elias Barbosa, quando ele comentava o Capítulo XIV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, item 9 – Instruções dos Espíritos – “A ingratidão dos filhos e dos laços de família”, ditado por Santo Agostinho, Paris, 1862.

sexta-feira, 21 de março de 2014

CHICO XAVIER E A DEPRESSÃO

Neste trecho do livro "Chico Xavier - O Empresário de Deus" do amigo Euripedes Higino. Chico Xavier mostra sua sabedoria refinada, quando fala sobre a "estreita" relação da depressão com o câncer.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O ontem e o amanhã, dias perfeitamente dispensáveis


O ontem e o amanhã deveriam ser cancelados, “deletados” de nossa vida. O HOJE não deixa ninguém “desequilibrado” mentalmente. O que transtorna e até enlouquece o Ser Humano é pensar e repensar os acontecimentos de ontem e os de amanhã , ou seja, pensar muito no passado e no futuro. 

A vida só acontece no HOJE, no aqui e agora, no PRESENTE. O HOJE é o “caminho do meio”, do equilíbrio, da sensatez, da paz, da felicidade. Quando caminhamos para as extremidades do ontem e do amanhã, podemos “colher” severos transtornos depressivos (passado) e de ansiedade (futuro).

Assim, para nos prevenir vamos exercitar esta declaração: “Hoje é o primeiro dia do resto de minha vida”. 



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CRIMES MOTIVADOS PELO ÓDIO



A entrevista mostra que muitos crimes com perdas humanas, são cometidos em surtos de ódio, em que a pessoa fica completamente "cega" em sua decepção. 


Sobrevindo a culpa o remorso, que muitas vezes são improdutivos, o autoperdão entra como solução definitiva, para que a pessoa deixe de ser um "peso" para sociedade e, passe a ser um cidadão que fará uma diferença para as pessoas.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Psiquiatra espírita - fala sobre os sintomas, tipos e soluções da Depressão

O Dr. Jorge Andréia - psiquiatra - mostra que  a depressão é uma doença que deve ser levada mais a sério. Acomete milhares de pessoas de todas as idades. Conheça os principais sintomas, causas e abordagens de tratamento. Saiba o que fazer para evitar complicações e garantir qualidade de vida.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

TRABALHANDO O PERDÃO



(Por Fernando Vieira Filho*)

Muitos amigos e pacientes que estão fazendo a Terapia do Perdão (1), me ligam dizendo que têm notado que a pessoa (o ofensor) para quem estão “exercitando” o perdão, durante o período da terapia (21 dias), fica incomodada, irritada, passa a tratá-los mal, tentam “alfinetá-los” etc.

Digo a eles que é uma reação normal do ofensor. E isto ocorre porque a linguagem “subliminar” ou não verbal, que flui entre o magoado e o ofensor, faz com que, de forma absolutamente inconsciente, o ofensor ou abusador sinta que o poder e importância que ele exerce sobre a pessoa que magoou começa a “escoar pelas suas mãos”. E pensa consigo mesmo: “Fulano(a) está deixando de ser bobo(a), está me pondo de lado...”  

Isto ocorre porque quando somos magoados ou ofendidos por alguém que amamos muito  damos ao ofensor um poder, uma importância desproporcional em nossa vida.  E o processo do perdão é exatamente tomarmos a atitude de “jogar” o nosso ofensor não no esquecimento (porque não tem como), mas na“desimportância” de nossa vida.

Portanto, no processo do perdão, há que se ter muita paciência, disciplina e sangue-frio,  pois é uma via em que os dois egos, tanto o do ofendido quanto o do ofensor, “trafegam” em mão-dupla.


(1)     Ver página 51 do livro CURE SUAS MÁGOAS E SEJA FELIZ! – Barany Editora -  2012.

  *Fernando Vieira Filho / Psicoterapeuta / Palestrante 
e autor do livro - Cure suas Mágoas e Seja Feliz!                                                                       (55 34)  3077-2721  (Uberaba)

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

NUNCA É TARDE PARA RELEMBRAR



                                                                            Por Miguel Pereira

Analisando a história da Evolução Humana, podemos concluir que ninguém substitui alguém nas tarefas dos grandes missionários.
Do mesmo modo, Chico Xavier não precisa de sucessores, nem de substitutos, para que as suas obras sejam reconhecidas,  hoje como no futuro...
Mas se alguém surgir como candidato a substituí-lo, deverá apresentar em seu “currículo”:
·         Extrema bondade no coração.
·         Capacidade de amar os inimigos.
·         Preparo “físico” para trabalhar 22 horas por dia em favor do Bem.
·         Esquecer de si mesmo, a favor do próximo, em tempo integral.
·         Ser um fiel seguidor de Allan Kardec.
Além de toda bondade para com o próximo, terá que realizar algumas tarefas não muito simples...
Ser capaz de engolir uma barata que surgisse na sopa, para evitar constranger o amigo que a ofereceu.
Chico Xavier engoliu...
Lamber uma ferida que alguém julgou pudesse curar o enfermo.
Chico Xavier lambeu...
Suportar calúnias e perdoar o caluniador.
Chico Xavier perdoou...
Num encontro fraternal, colocar no colo um cão todo enlameado, que o público chutasse, tentando livrar-se dele.
Chico Xavier fez isto...
Realizar o Culto do Evangelho no Lar para prostitutas , num prostíbulo.
Chico Xavier realizou...
Viver em quase extrema pobreza e recusando-se a receber milhões de reais, em direitos autorais de 412 obras mediúnicas.
Chico Xavier assim viveu...
Enfim, poderíamos concluir dizendo o seguinte:
Se o candidato tiver capacidade de realizar todas as tarefas aqui expostas, estará demonstrando grande elevação espiritual e, nesse caso, deixará de querer substituir Chico Xavier para ser simplesmente “um servidor de Jesus”.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

HEBE CAMARGO ENTREVISTA CHICO XAVIER EM DEZEMBRO DE 1987



  Este vídeo trará a quem assistir uma bagagem de conhecimento doutrinário muito boa. Esta entrevista me leva ao ano de 1987, ano de meu casamento. O que me muitas saudades. Nesta entrevista Hebe Camargo, que tinha um programa na Band, conversa com Chico Xavier junto com a atriz Nair Belo, sobre assuntos de relevância cristã como, quando Simeão que reconheceu o mestre Jesus ainda bebê. Fala da Lei de Causa e Efeito e, explica a relação entre suicidas e deficientes físicos e mentais, em próximas encarnações e explica também, casos de usuários de tóxicos. Chico conta a emocionante e surpreendente história de Valéria. Revela que a inteligencia humana não foi capaz de eliminar o ódio criado por ela mesma, e que Deus não pode interceder diretamente nessas causas, pois Deus não criou o homem para ter o destino de um robô, mas sim para ser um cooperador inteligente do próprio Deus da criação. Fala também, sobre o rumoroso caso de Campo Grande, com o Sr.João de Deus, que foi inocentado num tribunal onde os sete jurados aceitaram como prova as cartas psicografadas da vítima que morreu por engano, onde ela informava o acontecido e inocentava seu marido. Enfim é uma entrevista histórica para todos aqueles que seguem a Doutrina Espírita.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA

Caros amigos, ao terminar a leitura do livro “Nas Fronteiras da Loucura” escrito pelo médico baiano, já desencarnado, Dr. Manoel Philomeno Batista de Miranda (1876-1942). Resolvi transcrever o prefácio desta importante obra, junto, ao texto do espírito André Luiz, intitulado “Explicações”.
Portanto desejo a todos, uma boa leitura e reflexão. Fernando Vieira Filho(1)

“É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental.
Transita-se de uma para outro lado com relativa facilidade, sem que haja, inicialmente, uma mudança expressiva no comportamento da criatura.
Ligeira excitação, alguma ocorrência depressiva, uma ansiedade, ou um momento de mágoa, a escassez de recursos financeiros, o impedimento social, a ausência de trabalho digno entre muitos outros fatores, pode levar o homem a transferir-se para outra faixa da saúde mental, alienando-se, temporariamente, e logo podendo retornar a posição regular, a de sanidade.
Problemas de ordem emocional e psicológica, mais costumeiramente conduzem a estados de distonia psíquica, não produzindo maiores danos, quando não se deixa que se enraízem ou que constituam causa de demorado trauma.
Vivendo-se numa sociedade em que as neuroses e as psicoses campeiam desenfreadas, vitimando um número cada vez maior de homens indefesos, as balizas demarcatórias dos distúrbios mentais fazem-se mais amplas.
Há, no entanto, além dos fatores que predispõem a loucura e dentre os quais situamos o carma do Espírito, nos quais se demoram incontáveis criaturas em plena fronteira, a obsessão espiritual, que as impulsiona a darem o passo adiante, arrojando-as no desfiladeiro da alienação de largo porte e de difícil recuperação...
São sexólatras, os violentos, os exagerados, os dependentes, de viciações de qualquer natureza, os pessimistas, os invejosos, os amargurados, os suspeitosos incondicionais, os ciumentos, os obsidiados, que mais facilmente transpõem os limites da saúde mental...
Não nos desejamos referir aqueles que são portadores de patogenias mais imperiosas em razão de enfermidades graves, da hereditariedade, de distúrbios glandulares e orgânicos, de traumas cranianos e de seqüelas de inúmeras doenças outras...
Queremos deter-nos nas psicopatogêneses espirituais, sejam as de natureza emocional, pelas aptidões e impulsos que procedem das reencarnações transatas, de que os enfermos não se liberam, seja pelo impositivo das obsessões infelizes, produzidas por encarnados ou por espíritos que já se despiram da indumentária carnal, permanecendo, no entanto, nos propósitos inferiores a que se aferram...
A obsessão é uma fronteira perigosa para a loucura irreversível.
Sutil e transparente, a princípio, agravam-se em razão da tendência negativa com que a agasalha o infrator dos soberanos Códigos da Vida.
Dando gênese a enfermidades várias, inicialmente imaginarias que recebe por via telepática, pode transformar-se em males orgânicos de conseqüências insuspeitadas, ao talante do agente perseguidor que induz a vítima que o hospeda, a situações lamentáveis.
Comportamentos que se modificam, assumindo posições e atitudes estranhas, mórbidas, exprimem constrição de mentes obsessoras sobre aqueles que se lhes submetem, mergulhando em fosso de sombras e de penoso transito...
Há muito mais obsessão, grassando na Terra, do que imagina e se crê.
Mundo este que é de intercâmbio mental, vivo e pulsante, cada ser sintoniza com outro equivalente, prevalecendo, por enquanto, os teores mais pesados de vibrações negativas, que perturbam gravemente a economia psíquica, social e moral dos homens que nele habitam.
Não obstante, a vigilância do amor de Cristo Jesus atua positiva, laborando com eficiência, a fim de que se modifiquem os dolorosos quadros da atualidade, dando surgimento a uma fase nova de saúde e paz.
Nesse contexto, o Espiritismo – que é o mais eficaz e fácil tratado de Higiene Mental – desempenha um relevante papel, qual seja o de prevenir o homem dos males que ele gera para si mesmo e lhe cumpre evitar, como facultando-lhe os recursos para superar a problemática obsessiva, ao mesmo tempo apoiando e enriquecendo os nobres profissionais e missionários da Psicologia, da Psiquiatria, da Psicanálise...
Neste livro procuramos examinar algumas técnicas obsessivas de entidades perversas, que ainda se comprazem no mal, estimulando os sentimentos e paixões inferiores, tanto quanto alguns outros métodos e terapias desobsessivas ministradas pelos Mentores Espirituais e demais abnegados prepostos de Jesus nesta batalha do bem, da luz contra a treva.
Desfilam, nas páginas que se irão ler vidas e criaturas que encontravam nas fronteiras da loucura e que forma amparadas, reconduzidas ao equilíbrio, quanto outras que se vitimaram, oferecendo-se preciosas lições que devem ser incorporadas ao cotidiano de cada um de nós.
Sobretudo, destacamos o esforço e a dedicação dos Mensageiros do bem e da paz, na faina infatigável de ajudar, ensinando pelo exemplo a lição de fé viva e da caridade plena...”
Manoel Philomeno de Miranda, em 24/02/1982.

EXPLICAÇÃO (por André Luiz)
A desmontagem da obsessão é trabalho milenar sobre a Terra. Por isso mesmo, não se atribuí a um tarefeiro único a obrigação de erradicá-la no caminho dos homens.
Manoel Philomeno de Miranda é um batalhador que penetra no campo de serviço criando novos sistemas de trabalho e novos planos de ação para que seno extinga semelhante flagelo no mundo físico. Que a sua tarefa frutifique em benção de libertação e que o Senhor a todos nos fortaleça e nos abençoe.
André Luiz, por Chico Xavier em 15/05/1982.

Assim caro leitor, acredito que as sessões de desobessão, nas Casas Espíritas, devem ser feitas dentro do maior rigor doutrinário, evitando, no momento da sessão, estudos e comentários de obras que não sejam de Allan Kardec. Lembrando que o trabalho de desobsessão é um exercício de caridade, compaixão e desprendimento absoluto, em favor das Entidades em sofrimento, sejam elas encarnadas ou desencarnadas. No esquecendo da Terapia do Evangelho, isto é, fazer o Culto do Evangelho no Lar, todos os dias. Porque a leitura do Evangelho, assim como, de qualquer outro livro, antes do sono, “forra” o nosso subconsciente, de forma positiva ou negativa, conforme o que lemos. E ainda, é de bom alvitre lembrar, tudo aquilo, que fazemos a outrem, estamos fazendo por nós mesmos.

(1) Fernando Vieira Filho é psicoterapeuta, é especialista em Terapia com Florais de Bach e autor do livro - Cure suas Mágoas e Seja Feliz! - Barany Editora - São Paulo 2012
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)