sexta-feira, 4 de julho de 2014

Recomendo a leitura do livro "A Loucura sob Novo Prisma" do Dr. Bezerra de Menezes quando encarnado


Esta semana terminei de reler uma obra-prima da literatura espírita brasileira, A Loucura sob Novo Prisma, 14ª edição da FEB – escrita pelo Dr. Bezerra de Menezes, ainda reencarnado. 
Portanto, transcrevo aqui parte do prefácio deste livro atualíssimo, que recomendo a todos profissionais da saúde mental e estudiosos leigos, para que fiquem atentos aos dramas da obsessão espiritual.

“... o nobre autor encaminha-se para o objeto principal da obra que vem a ser a implacável realidade da “obsessão”, ou seja, da atuação de um espírito inferior sobre uma criatura encarnada. O homem, na sua marcha evolutiva, através das inúmeras existências, consoante a lei da reencarnação, assim com granjeia amigos tem a desgraça, muitas vezes, por força de usa imperfeição moral, de também fazer inimigos. “Todos, pois, que descem à vida, corpórea, tem em torno de si, por piores que sejam Espíritos protetores e, por melhores que sejam perseguidores, inimigos feitos no tempo do seu maior atraso.” É enorme o número de criaturas em desequilíbrio psíquico e cuja causa não é outra senão a atuação do mundo espiritual inferior.

Conclui-se, pelas exposições feitas até aqui, que o homem pode ser levado a um estado de loucura sem que, todavia, se lhe registre qualquer lesão cerebral. A essa espécie de loucura a ciência espírita denomina “obsessão”, repetimos. É que ele resulta da atuação de um Espírito desencarnado que, envolvendo fluidicamente outro, encarnado, impede que o cérebro deste transmita com equilíbrio ou clareza seus pensamentos, Essa atuação varia em grau e intensidade, daí variar também o grau de perturbação ou desequilíbrio da criatura obsidiada. Caracteriza-se obviamente o estado de loucura quando o obsessor, arrastado por um ódio mais profundo, investe contra sua vitima que, vulnerável a esse assédio, por força de suas próprias fraquezas morais, vê-se arrastada a uma condição muitas vezes deplorável. Daí a loucura obsessional, que Ciência desgraçadamente ignora. A essa espécie de loucura dever-se-ia dispensar um tratamento basicamente espiritual, sem, todavia, descurar-se da assistência medica comum, no que tange a preservação do equilíbrio orgânico. Enquanto escrevia sua obra, Bezerra recebeu, pelo correio, de um médium que preferiu o anonimato, apreciável mensagem subscrita por Hahnemann. Pelo seu valor, dela extraímos o seguinte: “Duas causas podem concorrer para o fato da perturbação mental; uma externa, outra interna. Por não fazer esta distinção, querendo sempre ver lesão onde não existe, às vezes, senão perturbação determinada por um agente que escapa a todos os meios terapêuticos, é que a Medicina tem caído em malogros. Nas perturbações devidas às forças traumáticas, encontra o alienista meios mais ou menos seguros de regularizar o aparelho cerebral, e de restituí-lo a suas naturais funções materiais. O mesmo, porém, não sucede quando se trata de casos com quais não concorre lesão alguma cerebral. Colocai diante de vos um espelho, que tenha defeito nalguns pontos, tal que não reflita a imagem completa dos objetos que se lhe apresentam. É caso de loucura por lesão do cérebro.Colocai, porem, entre vos e um espelho em perfeito estado, um corpo que possa embaraçar a transmissão da luz que de vos parte para o espelho, e infiel será a reprodução de vossa imagem. É o caso da loucura por obsessão. No primeiro caso, o mal vem do espelho que está estragado; no segundo, vem da interposição de um corpo estranho, entre o espelho e o corpo que se lhe apresenta. Esta figura, toscamente esboçada, basta para assinalar a diferença que existe entre os dois estados em que pode achar-se o Espírito encarnado, com relação a manifestação de seus pensamentos. Se os alienistas procurassem dirigir seus estudos de conformidade com os novos ensinos que se vão propagando por toda parte, os hospícios só receberiam os doentes do primeiro caso, e se transformariam, talvez , com mais razão em casa de caridade e em salas de moralização. Nestas condições, eles serviriam para o tratamento dos doentes de uma e de outra espécie de loucura..”

Bezerra arrola alguns fatos inequívocos de obsessão e que, atendidos adequadamente, levaram os obsedados ao reequilíbrio e completa cura. Como diagnosticar tais casos?

Obviamente, servindo-se de médium suficientemente adestrado e da sessão mediúnica integrada de pessoas da mais alta moral e dos conhecimentos básicos da Doutrina Espírita. Não é tarefa para incipientes ou neófitos. E muito menos para meros curiosos. É trabalho da mais alta responsabilidade. Eis sucinto comentário sobre essa admirável e atualíssima obra do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, A Loucura sob novo prisma, edição da Federação Espírita Brasileira.”

Assim caro leitor, acredito que as sessões de desobessão, nas Casas Espíritas, devem ser feitas dentro do maior rigor doutrinário, evitando, no momento da sessão, estudos e comentários de obras que não sejam de Allan Kardec. Lembrando que o trabalho de desobsessão é um exercício de caridade, compaixão e desprendimento absoluto, em favor de entidades em sofrimento, sejam elas encarnadas ou desencarnadas. E ainda, é de bom alvitre lembrar, tudo aquilo, que fazemos a outrem, estamos fazendo por nós mesmos.

Fernando Vieira Filho

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